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Papel do Brasil no Agronegócio global ganha relevo em debate na OAB SP

Os desafios do agronegócio brasileiro, sobretudo ao longo da década, marcaram a solenidade de posse da Comissão de Agronegócios e Relações Agrárias realizada na Secional (20/01). O encontro teve a participação de dirigentes da OAB SP e especialistas desse universo, como o ex-ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues; o doutor em ciência política, Christian Lohbauer; e Roberta Paffaro, diretora do CME Group (Bolsa de Chicago) para a América Latina. Líder das exportações brasileiras, o setor demanda a presença de operadores do Direito em seus mais distintos segmentos, seja na área sucroalcooleira, de grãos, carnes, no campo ou em empresas do setor, reiterou o presidente da Comissão, Marco Tulio Martani. “Pretendemos atuar de forma integrada com outras Comissões no sentido de colaborar com a qualificação profissional da Advocacia interessada em dar suporte a essa área”, disse. Na ocasião, o vice-presidente da OAB SP, Ricardo Toledo Santos Filho, responsável pelas Comissões, agradeceu o empenho dos integrantes dos grupos de trabalho que dedicam tempo ao voluntariado em prol do aprimoramento de temas e expansão do mercado de trabalho para a Advocacia. “Nunca, em nossa história, tivemos tantos presidentes, vices e secretários não residentes na capital”, continuou. A pluralidade como pilar da gestão 2019/21 foi reiterada pelo líder da classe no Estado, Caio Augusto Silva dos Santos. “Mais uma diretriz importante é a presença feminina, fundamental em nossas atividades”, afirmou. O dirigente reforçou que o objetivo é equilibrar a presença de mulheres e homens na administração das comissões. “Diretiva que tem sido seguida à risca e somente possível de ser alcançada devido ao aconselhamento diário de nossos conselheiros Secionais”. Brasil ao longo da década O ex-ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, abordou os desafios brasileiros diante da necessidade global da produção de alimentos. Hoje coordenador do Centro de Agronegócio da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas, Rodrigues discorreu sobre conceitos de agronegócio, segurança alimentar, visão de futuro – não apenas setorial –, exportações, entre outros. O engenheiro agrônomo destacou as incertezas globais a respeito da segurança alimentar. Em sua avaliação, a falta de líderes pressupõe inexistência de rumos e, consequentemente, gera insegurança no globo diante de questões como a da equação que reúne produção alimentar e crescimento populacional. Estudo da ONU traçou necessidade de aumento de alimentos na casa dos 60% até 2050, quando estima-se que mais de 9,5 bilhões de pessoas habitarão o planeta. No entanto, rememora, distintas instituições se debruçaram sobre o tema considerando prazo de dez anos. “Olhar tantas décadas à frente é temerário devido ao efeito das inovações tecnológicas”, explicou. Levantamento recente do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), em linha com estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), indica a necessidade de ampliar a oferta global de alimentos em 20% em dez anos. Para tal, entre produtores destacados, as estatísticas apontam  crescimento necessário de 10% nos EUA, 12% na União Europeia, 13% na Eurásia e 9% tanto na Oceania como no Canadá. O Brasil teria de ampliar a produção em 41%. Para Rodrigues, o país tem terras disponíveis, tecnologia – o que permite ampliar a produtividade sem demandar novas áreas –, e gente capacitada, no entanto, falta estratégia. Comunicação e negóciosJá Christian Lohbauer, presidente da CropLife Brasil, destacou a necessidade de melhorar a comunicação, sobretudo a respeito do uso de insumos. “O nível de debate internacional é temerário. A ciência esclarece que o alimento brasileiro é seguro”, diz. Para ele, há grande desafio relacionado ao tratamento de dados que chegam a público e citou como exemplo as informações referentes ao uso de defensivos. Em seguida, abordou o papel da biotecnologia no atual cenário. “Desenvolvedores de sementes de arroz capazes de sobreviver 15 dias abaixo de água, quando ocorrem enchentes, também têm como objetivo salvar o planeta”. Por fim, a diretora de desenvolvimento internacional do CME Group (Bolsa de Chicago) para América Latina, Roberta Paffaro, abordou a avaliação de riscos financeiros. “Não adianta apostar em maior produtividade no campo sem pensar na comercialização”. As principais funções das bolsas de mercadorias são oferecer parâmetro de preços, gerenciamento de riscos de preços e sinalização sobre momento de venda ou armazenamento. Presenças Compuseram a mesa, além dos citados, o vice e o secretário-geral da Comissão de Agronegócios e de Relações Agrárias, Bernardo Abrão e Rodrigo de Mello; e os conselheiros Secionais Milton de Mello, Marco Gussoni e Luiz Eugênio Marques de Souza. Veja aqui a íntegra do evento: 
22/01/2020 (00:00)
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