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Do Museu ao Tribunal: visite a exposição itinerante “Arte Sacra Para Ver e Sentir”

Mostra sensorial do Museu de Arte Sacra de São Paulo fica no TJSP até o dia 27. Feche os olhos e tente se imaginar tocando em uma escultura de Aleijadinho. Conseguiu? Agora você pode (ou quase isso). Está em cartaz, até o dia 27 de setembro, no Palácio da Justiça, a exposição itinerante “Arte Sacra Para Ver e Sentir”, do Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP), que reúne cerca de 60 réplicas de obras pertencentes ao acervo da instituição, produzidas a partir de escaneamento digital em alta resolução e impressão 3D. Por serem réplicas, os itens podem, como o nome da exposição já diz, ser tocados. Nas pontas dos dedos, é possível sentir as formas, os volumes, os detalhes e a materialidade de algumas das mais importantes esculturas do período barroco brasileiro: fazem parte do acervo Nossa Senhora das Dores (Aleijadinho), Santa Maria Madalena (Francisco Xavier de Brito), Nossa Senhora dos Prazeres (atribuída a Frei Agostinho de Jesus), Santo Amaro (atribuída a Frei Agostinho da Piedade), Santas Mães (autor desconhecido) e Santo Inácio de Loyola (autor desconhecido), entre outras. O conjunto oferece um panorama da produção artística sacra brasileira entre os séculos 17 e 19 – há itens do Barroco mineiro, santos populares do Vale do Paraíba e peças da região de São Miguel das Missões (RS) – evidenciando a riqueza técnica, histórica, cultural e devocional da arte colonial brasileira. Além disso, o fato de as peças poderem ser sentidas amplia a acessibilidade, pois permite que pessoas com deficiência visual interajam com as réplicas por meio de um sentido que normalmente é inutilizado em exposições: o toque. A mostra conta, ainda, com recursos como legendas em braile e QR codes com audiodescrição e tradução em Libras. Durante todo o período da exposição, os visitantes contam com o apoio da educadora do Museu de Arte Sacra de São Paulo, Andressa Catarinacho, que permanece no salão dos Passos Perdidos do TJSP para auxiliar. “Nossa proposta é estimular uma abordagem mais artística para essas peças, para além do devocional. Essas obras são documentos: elas foram testemunhas de um período histórico e de uma iconografia”, explica. A visita guiada demora cerca de 30 minutos. Primavera dos Museus Na abertura da exposição, o presidente do Tribunal, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, lembrou que um dos objetivos do TJSP, ao receber a coleção itinerante do MAS-SP, é permitir que pessoas que não teriam acesso às obras passem a conviver com esse material. Por isso, a mostra estará disponível para visitação durante a participação do TJSP na Primavera dos Museus 2026, que acontece entre 21 e 27 de setembro.
03/09/2026 (00:00)
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