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TJSP participa da 20ª Primavera dos Museus, com foco em acessibilidade

Mais de mil visitantes recebidos no final de semana. O Tribunal de Justiça de São Paulo participou, neste final de semana (26 e 27 de setembro), da 20ª Primavera dos Museus. Promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a edição teve como tema “Museus para todas as pessoas”, ampliando o debate sobre acesso, inclusão, persidade, pertencimento e direito à memória. No total, foram mais de 1,1 mil visitantes nos dois prédios do TJSP. No Palácio da Justiça, todos os espaços visitados contavam com QR Code para visualização de conteúdo acessível, composto por audiodescrição dos espaços, vídeos em Libras, audioguias das salas e PDFs em português e inglês com informações sobre os locais a serem percorridos. O tour guiado começou no Salão dos Passos Perdidos, espaço central de circulação, onde estava a exposição itinerante “Arte Sacra Para Ver e Sentir”, do Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP), com cerca de 60 réplicas de obras pertencentes ao acervo da instituição que podiam ser tocadas pelo público. As peças foram produzidas a partir de escaneamento digital em alta resolução e impressão 3D para oferecer uma experiência sensorial inédita. Os destaques foram a réplica de Nossa Senhora das Dores, obra de Aleijadinho; Santa Maria Madalena, de Francisco Xavier de Brito; além de esculturas atribuídas a Frei Agostinho de Jesus e Frei Agostinho da Piedade.A exposição também contou com recursos de acessibilidade como legendas em braile e QR Codes com audiodescrição e tradução em Libras. Após o Salão dos Passos Perdidos, o público conheceu a história do TJSP, o maior tribunal do mundo em número de processos (são mais de 16 milhões de feitos em andamento), no Salão do Júri, local onde ocorreram grandes julgamentos entre 1927 e 1987, entre eles os de Chico Picadinho, Lindomar Castilho e do Bandido da Luz Vermelha. Na Sala Advogado José Adriano Marrey Júnior, os servidores do TJSP apresentaram acervo raro da Corte Bandeirante, composto, dentre outros itens, pela colher de pedreiro utilizada no assentamento da pedra fundamental do Palácio da Justiça, que traz a inscrição “o Governador de São Paulo inaugura para o serviço da Justiça na terra Paulista as obras deste Palácio em 24 de fevereiro de 1920”. Também estão expostos documentos históricos, como um memorando manuscrito por Santos Dumont em 1901 e encaminhado ao Congresso do Estado de São Paulo, agradecendo o telegrama que foi enviado a ele por sua última experiência num balão dirigível;e o Primeiro Regimento Interno do TJSP. Consta, ainda, o primeiro processo protocolado no Segundo Tribunal do Júri, em 1965 – um crime de imprensa que tinha como partes Herbert Victor Levy, Eloy Dutra e Mário Wallace Simonsen. Por fim, o público viu de perto as pinturas folheadas a ouro do Salão Nobre Ministro Costa Manso, a Plenária, sala que homenageia uma das maiores figuras da Magistratura paulista: o ministro Costa Manso ocupou o cargo de presidente do TJSP de 1931 a 1933 e foi ministro do Supremo Tribunal Federal de 1933 a 1939. O Salão Nobre mede cerca de 310 metros quadrados e tem decoração inspirada na cultura grega clássica. Compõem a decoração do local vitrais de autoria de Conrado Sorgenicht Filho, que simbolizam as virtudes da Justiça. Suas pinturas, como em todo o prédio, foram confeccionadas por artesãos italianos sob orientação do pintor Antonio Venccittore. Assim como na Jornada do Patrimônio, foram disponibilizadas visitas preparadas especialmente para crianças e adolescentes, com dinâmicas que ajudam os jovens a entenderem sobre a função da Justiça. Palacete Conde de Sarzedas No Palacete Conde de Sarzedas, sede do Museu do TJSP, além das visitas ao casarão, datado do século 19, o público conheceu a história do bairro da Liberdade que, antes de se tornar um importante núcleo da imigração japonesa, esteve fortemente ligado à história das populações negras e indígenas. Alguns dos itens em exposição no Palacete são os processos do Crime da Mala e do Crime do Restaurante Chinês, ambos temas de episódios do podcast Casos Forenses; uma máquina de protocolo Macon, utilizada no passado em cartórios de 1º Grau do Palácio da Justiça; um Guia e Manual de Jurados, para orientar as pessoas que integravam os Tribunais do Júri; e o último processo julgado pelo 1º Tribunal do Júri do Palácio da Justiça, em 1987. Além da programação museológica, o Palacete foi palco de apresentações musicais com a cantora Liana Brondi e o guitarrista Aldo Scaglione, que homenagearam Ella Fitzgerald e Joe Pass, reunindo repertório relacionado ao jazz e à música brasileira. Nos dois dias, também foram realizadas Oficinas de Voz com a preparadora vocal Silvana Neres, que conduziu exercícios de respiração, relaxamento e aquecimento vocal com o público. Mais fotos no Flickr. Siga o TJSP nas redes sociais: www.facebook.com/tjspoficial www.x.com/tjspoficial www.youtube.com/tjspoficial www.flickr.com/tjsp_oficial www.instagram.com/tjspoficial www.linkedin.com/company/tjesp
28/09/2026 (00:00)
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